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Oi e Claro se comprometem a melhorar serviços prestados na cidade

12/07/2010 - 19h:05m

TAMANHO DA FONTE
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A Comissão Especial de Vereadores (CEV) criada para exigir a melhoria dos serviços de telecomunicações prestados no município recebeu nesta segunda-feira (12/07/2010) representantes das empresas de telefonia móvel Oi e Claro. Durante o encontro, realizado na Câmara Municipal, os vereadores apresentaram reclamações dos usuários mogianos, como problemas no sinal e na qualidade da internet, além da instalação irregular de antenas no município. A reunião contou ainda com o diretor do Procon de Mogi das Cruzes, Isidoro Dori Boucault, e com o assessor da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), Arnaldo de Souza Filho.
 
“Este foi o início de um diálogo com estas duas empresas, com as quais tínhamos até dificuldade para nos comunicar, pois nunca éramos atendidos. Esperamos que a partir de hoje um contato direto e rápido, pois muitos clientes mogianos nos procuram com dificuldades”, destacou o vereador Jean Lopes (PC do B), presidente da CEV.
 
Segundo ele, entre os principais problemas levantados estão as ligações que são interrompidas por queda de sinal, mas que continuam a gerar gasto para os clientes, a falta de cobertura, a baixa qualidade no serviço de internet, cobranças indevidas, promoções não atendidas e dificuldades em falar com as empresas pelo atendimento: “O Brasil possui um dos setores de telefonia mais rentáveis do mundo, mas o serviço prestado está longe de refletir isso. As empresas só querem lucros, mas deixam a população insatisfeita e geram aborrecimentos”.
 
Presidente da Comissão Permanente de Obras, o vereador Jolindo Rennó (PSDB), cobrou das operadoras um respeito maior à lei que regulamenta a implantação de antenas de telefonia celular no município: “Temos mais de 30 antenas flagradas sem a documentação necessária. Além de trazer transtornos, como barulho e interferências, estas antenas podem ser prejudiciais aos moradores de seu entorno, por emitir radiação”, explicou o vereador, que foi autor da lei que regulamenta a instalação, sancionada em 2002.
 
Dori Boucault informou que nos últimos três anos foram 176 reclamações registradas no Procon de Mogi contra a empresa Claro e 31 contra a Oi: “Em todo o estado, a Claro foi a sexta empresa com mais reclamações, mas mesmo assim se recusou a assinar um documento proposto pela Fundação Procon, com metas para reduzir o número de reclamações”.
 
Um dos representantes da Oi, Vicente Correia, destacou que a empresa está em São Paulo há menos de dois anos e que está investindo na melhoria de sua rede. Já o engenheiro Alcineu Villela, confirmou que a empresa tem mantido antenas irregulares, mas culpou as legislações municipais: “Em Mogi a lei foi feita por um vereador que é engenheiro, mas em muitas cidades foi escrita por leigos e impede totalmente a instalação das antenas. Nestes lugares, como impossível atender a legislação municipal, as empresas contratadas acabam caindo na clandestinidade. Mas temos encontrado soluções interessantes, como a instalação de antenas sobre caixas d’água municipais e prédios”.
 
Paulo Guimarães, engenheiro da Claro, afirmou que a empresa também enfrenta problemas em várias cidades, mas disse que a postura da empresa é de não instalar antenas irregulares: “Estamos trabalhando para melhorar o atendimento aos clientes, mas a qualidade na internet 3G só ocorrerá quando as operadoras migrarem para uma rede com uma capacidade maior. Na Claro isso deve ocorrer ainda neste ano”. Guimarães não respondeu sobre os problemas de atendimento aos clientes, mas prometeu levar as questões à empresa e apresentar as respostas em uma nova reunião a ser agendada pela CEV.  
 
A próxima empresa a participar de uma reunião com a comissão será a Vivo, que tem um encontro marcado para a próxima segunda-feira (19/07). Os vereadores, que já se reuniram com a Telefônica, também deverão ouvir as empresas TIM, Nextel, NET e Embratel.